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Operação “Sepulcros Caiados” mira rede criminosa de criptomoedas

A Polícia Civil de Santa Catarina lançou uma ação pesada contra o crime financeiro na manhã de quinta-feira (26), através da Operação “Sepulcros Caiados”. O foco foi desmantelar uma organização que estava escondendo dinheiro proveniente de estelionatos online.

Os policiais cumpriram dez mandados de busca e apreensão em cinco estados diferentes do Brasil. Graças a essa ação, foi bloqueado o acesso dos suspeitos a impressionantes R$ 211 milhões, tudo sob autorização do judiciário catarinense. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também foi peça-chave, ajudando na logística da operação, enquanto a Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro liderava as ações de campo.

Como a investigação desvendou contas de laranjas

A investigação revelou uma estrutura muito bem montada para evitar a fiscalização do Estado. A quadrilha recrutava pessoas comuns, sem ligação com o crime, para atuarem como “laranjas”, abrindo contas em seu nome. Essa malandragem envolvia a criação de perfis falsos em bancos digitais e corretoras de criptomoedas por meio de métodos de verificação fraudulentos. Detalhe: os nomes das corretoras ainda não foram divulgados nesta fase.

O plano principal buscava dispersar rapidamente o dinheiro roubado entre várias vítimas de golpes financeiros. Espalhando valores em carteiras virtuais, os criminosos tornavam a tarefa de rastrear os fundos muito mais complicada para as autoridades. Usando a tecnologia, montavam um escudo contra qualquer tentativa de bloqueio pelas vias tradicionais.

Além disso, os suspeitos estabeleceram uma rede de empresas de fachada nas regiões Sul e Nordeste do Brasil, onde simulavam vendas e serviços para “limpar” o fluxo de dinheiro. A análise de dados financeiros iluminou o alto escalão da quadrilha, ajudando a identificar os líderes desse esquema criminoso.

Uma descoberta curiosa foi feita nas contas do principal operador da organização. Ele movimentou mais de R$ 318 milhões e ainda assim constava como beneficiário do auxílio emergencial. Um verdadeiro contraste entre a riqueza e a percepção de necessidade.

Um esforço conjunto em todo o país

A autorização para as ações veio do Juízo da Vara Estadual das Organizações Criminosas de Santa Catarina, e os policiais saíram às ruas em um movimento sincronizado, atuando simultaneamente em lugares como São Paulo, Ceará, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública forneceu suporte logístico através de um projeto de integração, facilitando o deslocamento das equipes e promovendo a colaboração com as polícias locais. O contato constante entre as corporações foi fundamental para o sucesso da operação, evitando vazamentos de informações.

Graças a essa troca de dados, as ordens judiciais foram cumpridas sem complicações. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, dispositivos de criptomoedas, documentos e computadores. Ainda não se sabe se houve apreensões de valores em criptomoedas.

A participação de especialistas do Laboratório de Tecnologia em Lavagem de Dinheiro foi essencial na coleta de provas durante a operação. A ação conjunta mostra um forte modelo de combate ao desvio de capitais, reunindo forças para enfrentar crimes financeiros pelo país.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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